Tudo começou em 1981, quando chegou às lojas o primeiro IBM PC, uma poderosa máquina de 4.7mhz, 64(KB!) de RAM e um drive de disquete de 160KB. Já havia sido lançado em agosto o MS-DOS, sistema operacional encomendado pela IBM à empresa recém-criada por Paul Allen e Bill Gates, a Microsoft Corporation. O DOS foi baseado num sistema básico anterior produzido pela Seattle Computer Products.
No mesmo ano uma empresa chamada Xerox pôs ao mundo uma estação de trabalho gráfica chamada
Star. Do Star vieram os conceitos de janelas, ícones, e o uso de um hardware apontador de tela chamado de mouse. De lá foram tiradas, portanto, as principais idéias que moldaram a criação dos futuros sistemas operacionais que revolucionaram o conceito de interação computador/usuário, como o
LISA, da Apple - que mais tarde também deu origem ao Macintosh - e o sistema gráfico da Microsoft chamado Windows.
Em novembro de 1983 a Microsoft Corporation anuncia oficialmente, no Plaza Hotel em Nova York, o Microsoft Windows, a próxima geração de sistemas operacionais que irá ter uma interface gráfica para o usuário (GUI) e ambiente multitarefa. É possível que o nome original do sistema tivesse sido Interface Manager se um dos gênios do departamento de marketing da Microsoft, Rowland Hanson, não tivesse convencido o fundador da empresa, Bill Gates, que Windows seria um nome melhor por ser mais intuitivo. A promessa inicial dizia que o sistema iria ser lançado em abril do próximo ano.
No início daquele ano, então, foi mostrada uma versão beta aos chefões da IBM, que não se mostraram muito entusiamados. Na verdade, a criadora do Personal Computer estava trabalhando num novo projeto que substituiria o sistema original da Microsoft, o MS-DOS.
Surgiram concorrentes potenciais do Microsoft Windows. VisiOn, da VisiCorp, foi a primeira GUI oficial lançada para PC.
GEM (Graphical Environment Manager), lançada pela Digital Research no começo de 1983. No entanto ambos careciam do suporte de desenvolvedores para a plataforma. Ora, se ninguém quer fazer programas para um sistema, quem vai querer comprá-lo?
Um produto chamado Top View fora lançado pela IBM em fevereiro de 1985, baseado em DOS com um gerenciador multitarefa, mas sem uma GUI. Era lento e precisava de muita memória. Acabou sendo descontinuado dois anos depois e nunca chegou a ter uma interface gráfica.
Antes do lançamento do Windows, advogados da Apple alertavam sobre a possibilidade do sistema infringir os direitos e patentes que a empresa tinha sobre as características da sua interface gráfica, a LISA (janelas com barra de título, menus drop-downs, suporte a mouse, etc). Daí o fundador da Microsoft, Bill Gates, teve a idéia brilhante de firmar um contrato de licença com a Apple, dando-lhe o direito de incluir em todas as futuras versões do Windows e programas os conceitos de GUI adquiridos pelo sistema gráfico da Apple (isso antes do Windows ser lançado).
Finalmente, em 20 de novembro de 1985, a Microsoft lança o Windows 1.0, quase dois anos depois da promessa inicial. Foi vendido inicialmente por U$100. Continha em seu pacote: MS-DOS Executive, Calendar, Cardfile, Notepad, Terminal, Calculator, Clock, Reversi, Control Panel, PIF (Program Information File) Editor, Print Spooler, Clipboard, RAMDrive, Windows Write e Windows Paint.
O novo sistema não fez muito sucesso de imediato. Pelo contrário, foi considerado lento e primitivo. Devido às limitações impostas pela Apple o sistema não pôde apresentar certas características como a sobreposição de janelas e a famosa lixeira (um conceito proprietário da Apple). Ficou cerca de dois anos boiando no mercado até que foi lançado um produto chamado
Aldus PageMaker 1.0. PageMaker foi o primeiro programa WYSIWYG (What You Seee Is What You Get) para o PC. Tinha a grande novidade de juntar tipos e gráficos no mesmo documento. Depois de um ano, a Microsoft lança uma planilha de cálculos chamada Excel. Mais tarde outros produtos como Microsoft Word e Corel Draw ajudaram a aumentar a popularidade do Windows, embora esse ainda precisasse de muitas melhoras.
Resumo: a microsoft imitou a apple mas com restriçõe até ai tudo bem!!
Windows 2.0 (e um processo da Apple)
Assim, em 9 de dezembro de 1987,
é lançado o aperfeiçoadíssimo Windows 2.0, que fez do PC um ambiente muito mais parecido com um computador Macintosh. O novo sistema possui ícones para representar programas e arquivos, fornece suporte para memória expandida e janelas que podem se sobrepor(!). Porém, ainda utilizava o modelo de memória do 8088 e portanto era limitado a 1 Megabyte, ainda que certas pessoas houvessem tido sucesso rodando o sistema em cima de outro multitarefa como DesqView.
A Apple, vendo a extrema semelhança entre seu sistema e o Windows, abriu um processo em 1988 alegando ter a Microsoft quebrado o acordo feito em 1985. A Microsoft se defendeu tendo o argumento que a licença lhe dava o direito do uso dessas características. Uma guerra judicial se arrastou por quatro anos. A Microsoft ganhou. Ao final, a Apple declarou que a Microsoft havia infligido 170 de seus copyrights. A corte judicial disse que o acordo de licença dava direito de uso da Microsoft de todos menos nove. Então a Microsoft alegou que os copyrights restantes não poderiam ser reinvidicados pela lei do copyright, já que a Apple pegou suas idéias da interface gráfica desenvolvida pela Xerox em seus computadores Star. Assim( a 1ª passa de perna), um impresso de 01/06/93, disponível no
Microsoft Timeline, resumiu a solução final:
"Microsoft announces that Judge Vaughn R. Walker of the U.S. District Court of Northern California ruled today in Microsoft's favor in the Apple vs. Microsoft and Hewlett-Packard copyright suit. The judge granted Microsoft's and Hewlett-Packard's motions to dismiss the last remaining copyright infringement claims against Microsoft Windows 2.03 and 3.0, as well as, the HP NewWave."
Uma outra frase resume o caminho trilhado pela empresa a partir de então:
"Microsoft become the top software vendor in 1988 and never looked back..." - Microsoft
Diferentes versões para diferentes processadores
Com o advento dos novos lançamentos da Intel, os processadores 80286 e 80386, o Windows acabou sendo atualizado duas vezes para aproveitar as novas características dos dois sistemas. E assim nasceram as versões 2.1.x do Windows, respectivamente conhecidas como Windows/286 e Windows/386.
A próxima versão do Windows é que vai alavancar as vendas da Microsoft de uma vez por todas.
Resumo: a microsoft passa a perna na apple!e a copia!
Windows NT
Nos anos 90, a relação IBM/Microsoft era muito próxima por causa do desenvolvimento do OS/2, o projeto de um novo sistema operacional. As empresas cooperavam entre si e tinham acesso uma ao código da outra. A Microsoft desejava avançar seu desenvolvimento no Windows, enquanto a IBM desejava que todo trabalho futuro fosse baseado em OS/2. Para resolver essa tensão, as duas combinaram que a IBM iria desenvolver o OS/2 versão 2.0 para substituir o OS/2 versão 1.3 e o Windows v3.0, enquanto a Microsoft iria desenvolver um novo sistema operacional, o OS/2 versão 3.0 para depois suceder ao OS/2 anterior. É lógico que esse acordo foi por água abaixo.
A relação IBM/Microsoft foi terminada. A IBM continuou a desenvolver o OS/2 v2.0 enquanto a Microsoft mudou o nome de seu ainda não lançado OS/2 v3.0 para Windows NT.( a 2ª passa de perna)
O Windows NT foi tão massivamente promovido que a maioria das pessoas nem se deu conta que ele era um OS/2 redesenhado. Ambas as empresas obtiveram os direitos de utilizarem as tecnologias do OS/2 e do Windows que foram desenvolvidas até a quebra do acordo.
A IBM lançou a versão 2.0 do OS/2 no início dos anos 90. O sistema foi uma grande melhora sobre o antigo OS/2 v1.3. Apresentava um novo sistema de janelas orientado a objetos (o Workplace Shell) para substituir o Presentation Manager, um novo sistema de arquivos (o HPFS) para substituir o sistema FAT utilizado pelo DOS e Windows e aproveitou todas as vantagens das capacidades 32 bits do processador 386 da Intel. Ele também rodava programas DOS e Windows 3.0, uma vez que a IBM tinha acesso e direito a essas duas tecnologias.
Para concorrer com a IBM, a Microsoft lançou o Windows 3.1, com pequenas melhorias à sua versão anterior, a 3.0.
A Microsoft continuou a desenvolver o Windows NT. A empresa requeriu os serviços de Dave Cutler, um dos chefes arquitetos da VMS na Digital Equipment Corporation (hoje parte da Compaq) para desenvolver o NT dentro de um projeto de sistema operacional mais capaz. Cutler estava desenvolvendo um seguimento para o VMS na DEC chamado Mica, e quando a DEC desistiu do projeto ele acabou trazendo para a Microsoft sua especialidade nesse sistema e algum engenheiros do projeto com ele. A DEC acreditava que ele usara parte do código do Mica no Windows NT e acabou processando a Microsoft. A empresa de Gates teve que eventualmente pagar 150 milhões para a DEC, além de concordar em suportar o chip Alpha CPU da DEC na plataforma NT.
Sendo um sistema operacional completamente novo, Windows NT sofreu com questões de compatibilidade com hardware e software geralmente usados na época. Ele era também concentrado em recursos, o que o deixava aceitável apenas para máquinas maiores e mais caras. Tanto que inicialmente foi dirigido a servidores de rede, workstations e máquinas de desenvolvimento de software. Por causa disso, a maioria dos usuário foi incapaz de migrar para a plataforma NT. E o Windows NT ainda estava projetado graficamente como o Windows 3.1, o que era inferior ao OS/2 Workplace Shell. Em resposta, a Microsoft começou a desenvolver um sucessor para o Windows 3.1, um projeto de codinome Chicago. Chicago tinha por objetivo apresentar uma nova GUI que competisse com o OS/2 Workplace Shell. Ele também foi projetado para ser de 32 bits e suportar execução multitarefa, como o OS/2 e o Windows NT. Só algumas partes do Chicago, entretanto, foram convertidas para 32 bits, e o resto permaneceu em 16. A Microsoft argumentou que a conversão total iria atrasar em muito o projeto, o que acabaria por encarecê-lo além do limite.
Para Chicago, foi desenvolvida uma nova API para substituir a de 16 bits do Windows anterior. Essa API foi chamada de Win32, e a outra renomeada para Win16. Houveram 3 ramificações: uma para o Chicago, outra para o NT e uma terceira chamada Win32s, que foi um subconjunto para o Windows 3.1 garantir a compatibilidade retroativa das versões. Também foi pensado num mínimo de compatibilidade entre o Chicago e o Windows NT, mesmo que os dois possuissem duas arquiteturas radicalmente diferentes.
Em setembro de 1994 é lançada o Windows NT 3.5. A versão Workstation substituiu o Windows NT 3.1 e a versão Server o Windows NT 3.1 Advanced Server.
O projeto

Como todo projeto de sucesso, a primeira coisa a ser feita é definir os objetivos principais. No caso do Windows NT não foi diferente. É importante para nós sabermos que objetivos eram esses e como eles foram mudando de acordo com o momento histórico de forma a analisarmos as conseqüências. Em outubro de 1988, os objetivos do novo sistema operacional eram os seguintes:
Compatibilidade com OS/2
- Segurança
- Suporte a POSIX
- Multiprocessamento
- Rede integrada
- Confiabilidade
Como o Windows 3.0 fez um sucesso enorme, a compatibilidade nativa passou a ser do próprio Windows caseiro, sendo o OS/2 sendo implementado como um mero subsistema. Subsistema no Windows basicamente quer dizer ambiente virtual de execução de processos feitos para rodar em outro sistema operacional. Essa maneira de suportar processos de outros sistemas operacionais foi usado tanto para o OS/2 quanto para o Windows 16 bits, o MS-DOS e aplicativos POSIX.
O tempo do projeto foi inicialmente estimado em pouco mais de dois anos. Ao final, quatro anos e meio se passaram até a chegada do primeiro
release, que era grande e lento para as máquinas da época. Assim foi iniciado o projeto Daytona, que teve como novos objetivos tornar a nova versão do NT mais rápida e confiável. Foi lançada então a versão 3.51.
Resumo: a microsoft "rouba" o OS/2 e cria o Windows NT
Windows 95

Em meio a uma febre de consumismo, no dia 24 de agosto de 1995, foi lançado a revolução no sistema gráfico da Microsoft: a interface do Windows 95. Ela foi considerada muito mais amigável que suas versões anteriores. Ainda possuía a vantagem de não necessitar mais de uma instalação prévia do DOS, passou a suportar nomes de arquivos longos, incluir suporte a TCP/IP e
dial-up networking integrados. Muitas mudanças foram feitas no sistema em si, como a passagem para 32 bits (como já vimos, parcial)
Para esse milagre da multiplicação das
threads acontecer a Microsoft foi obrigada a portar boa parte do código de 16 bits para 32 e entrar em modo protegido. Mesmo assim, um legado razoável do MS-DOS permaneceu debaixo dos panos, suportando o novo sistema operacional através de suas interrupções e código residente.

Com o lançamento da nova versão do NT, foi necessário modernizar a interface para ser compatível com o Windows 95, o que fez com que o Windows 4.0 fosse mais bonitinho. No entanto, o núcleo dos dois sistemas era completamente diferente. Enquanto um era 32 bits puro desde o primeiro int main, o outro era um sistema de compatibilidade para fornecer um Windows caseiro que fosse vendável e desse à Microsoft o retorno financeiro esperado. Deu certo por um bom tempo, até a chegada do Windows XP, que uniu as duas famílias de sistemas operacionais, pois descontinuou o Windows ME e tornou o Windows 2000 Professional mais amigável para o uso geral.
Windows 2000
Em novembro de 1998 (apenas para parceiros Microsoft) é lançada a versão 5.0 do Windows NT, conhecida como Windows 2000. Melhorias significativas foram feitas no acesso à internet, intranet e extranet. Aplicações de gerenciamento se integram fortemente e a grande novidade em termos de estruturação de dados é o Active Directory, uma tecnologia compatível com o conceito de
Distributed File System, que viabiliza uma nova forma das empresas organizarem seus dados de maneira mais transparente à rede.
Windows XP
Chega às lojas no dia 25 de outubro de 2001 a unificação entre as plataformas de uso doméstico e corporativo do sistema. O Windows XP usa o kernel de 32 bits de seus antecessores Windows NT e Windows 2000. É vendido em duas edições: Home e Professional Edition. O design do sistema foi totalmente remodulado para suportar ao mesmo tempo a facilidade de uso do usuário doméstico e a robustez e confiabilidade dos clientes corporativos.

Um dos grandes trunfos nessa versão do Windows foi (mais uma vez) a "revolução gráfica", baseada em um redesenho do velho conceito de
desktop dos sistemas operacionais da Microsoft, em destaque o uso de temas e a total compatibilidade com a grande maioria das placas 3D. Sim, esse Windows foi feito pra jogar (jogos).
Do ponto de vista da arquitetura, pouca coisa mudou, e essa versão mudou internamente de 5.0 (Windows 2000) para 5.1 (Windows XP) . Ou seja, praticamente um
patch de correção.
Agora, além do sistema 32 bits que todos já conheciam, é lançada a primeira versão 64 bits do Windows, o
Windows XP 64-bit Edition. Na época a Intel se preparava para o fracasso de mercado que foi o Intel IA-64 e esse Windows suportava essa nova arquitetura. Na verdade, o projeto foi além das expectativas e aplicou sua primeira versão do
Windows-on-Windows 64-bit (WOW64), que permitia a execução de aplicativos 32 bits (x86) em cima da nova plataforma. Isso era feito pela tradução literal do código do
assembly "antigo" para o
assembly novo, além de outras técnicas auxiliares.
Atualmente essa versão do Windows não é mais suportada.
Como se tornou uma prática desde os tempos do Windows NT, a versão para servidores é sempre lançada algum tempo depois da versão para estações de trabalho. Assim foi com o Windows NT Server, o Windows 2000 Server e agora com o Windows XP, rebatizado em sua versão servidores para Windows 2003 Server, cujo código é uma evolução do XP original.
Da mesma forma, com o lançamento da versão 64 para a plataforma x86, uma nova versão do Windows foi criada: a
Windows XP Professional x64 Edition. Baseada no código do Windows 2003 Server SP1, essa nova versão se aproveitava da compatibilidade do x86-64 com a velha plataforma e otimizava a interação e execução dos velhos aplicativos 32, usando uma versão melhorada do WOW64, que se aproveitava da possibilidade de ficar trocando entre os modos 32 e 64 durante a execução dos aplicativos.
So far, so good
No decorrer da
história do Windows avançamos uns bons 20 anos até agora. Muita coisa que deveria ter sido falada não foi, e muita coisa que não merecia ser mencionada, foi. Abaixo podemos vislumbrar por onde passamos, onde chegamos e para onde vamos.
fonte: caloni.com.br
Windows Vista (uma cópia do Mac OS X?)...
fonte:http://br.youtube.com/user/lfelipebm
irei pular essa história porque so a especulaçoes sobre o assunto( a 3ª passa de perna)
Windows 7 (plagia do Kde 3.5?)
O pessoal do KDE que prepare seus advogados, a Microsoft vem aí. Depois de
copiar quase todos recursos do Mac OSX e colocar tudo descaradamente no Windows Vista, a Microsoft liga novamente suas fotocopiadoras. O alvo agora é o KDE, ambiente gráfico que há anos faz
sucesso no mundo
Linux.
( a 4ª passa de perna)
Confira abaixo uma screenshot de como o novíssimo Windows 7 está ficando:
Windows 7:
Kde 3.5:
fonte:www.tuxresources.org
Lema Da Microsoft: COPIAR DE UM É PLAGIO;COPIAR DE VARIOS É PESQUISA!